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Brecha em sistema permite ilegalidade

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A secretária de Infraestrutura do Estado, Maria Aparecida falou ainda sobre as indagações feitas sobre como esse tipo de situação passa na Caixa Econômica. ?Acontece que a renda dessas famílias de alguma forma não foi informada no cadastro, e eles devem ter essa renda que não passa pelo FGTS [Fundo de Garantia por Tempo de Serviço], porque qual é a base de informação da Caixa? É o cadastro único, que verifica PIS, FGTS?, disse. Segundo ela, muitas pessoas têm o cadastro rejeitado pela Caixa porque a informação do FGTS mostra que a renda é maior do que os mil e seiscentos reais máximos para entrar do programa habitacional. ?É um trabalho muito grande que a Caixa tem realizado de forma muito bem feita?, afirma. E como as irregularidades passam, afinal, questionou a Gazeta à secretária. ?Passa porque, veja bem, você é uma microempresária, tem uma padaria em Rio Largo, por exemplo, se sua movimentação financeira não é na Caixa, é em outra instituição, como é que a Caixa sabe o seu rendimento? Você diz o que quiser. Essas pessoas não têm FGTS, porque não são celetistas, não têm PIS, porque não é empregado, é um empresário. Sua renda, só o banco onde você movimenta sua conta sabe. Essa base que o Cadastro Único trabalha de colher informações não aparece. Não tem como aparecer?. ?Se você chega no cadastro e diz que sua renda é R$ 1.500 e se a Caixa disser que não é, ela é quem tem que provar que não é. A Caixa não tem esse papel?, ressalta.

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