Política
Aposentados preocupam o governo
O ano começou com mudanças importantes na máquina administrativa do Estado. O mesmo governo que anunciou a demissão de 205 servidores da Carph e 85 do Lifal, também anunciou a nomeação de 240 PMs e de 322 concursados da Uncisal. Em dezembro, o governo já havia nomeado outros 722 concursados da Uncisal. Demissões e nomeações fazem parte da reestruturação da máquina administrativa. No caso da Uncisal, os novos servidores devem substituir prestadores de serviço. Mas, apesar do ?saldo positivo?, o governo deve enfrentar dificuldades a curto prazo para manter algumas áreas nos padrões atuais. É o caso da PM. Somente este mês mais de 100 militares foram para a reserva remunerada. Até o final do governo de Renan Filho (PMDB), em 2018, mais de dois mil militares devem atingir o tempo de aposentadoria. Em todo o estado, quase um terço dos servidores terá tempo de serviço para se aposentar em igual período. Se todos os servidores se aposentarem, como previsto, a máquina do Estado corre o risco de parar. A solução seria realizar concursos para repor todo esse pessoal, mas o governo continua enfrentando dificuldades de caixa e esbarrando na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O governador Renan Filho já anunciou que deve realizar novos concursos este ano, em 2017 e 2018, para suprir a carência em áreas consideradas essenciais, a exemplo da PM. Mas serão concursos ?pequenos?. Outra alternativa para amenizar o ?desmonte? do funcionalismo passa pela previdência do Estado. A legislação previdenciária trabalha atualmente em desfavor do governo. No caso da PM alguns oficiais e soldados se aposentam ainda jovens, com 50 anos, em média. Até o final de 2017 quase um terço do efetivo atual, de 7,2 mil homens, chegará ao tempo de serviço para a aposentadoria.