Política
Duplica��o fica sem compensa��o vegetal
As compensações ambientais previstas na duplicação da AL-101 Sul, no trecho entre a ponte Divaldo Suraugy, no bairro do Pontal da Barra em Maceió, até o município de Barra de São Miguel, concluídas na gestão do governo passado ainda não ocorreram porque não ficou dinheiro em caixa para pagar as empreiteiras que executaram a obra. Apesar de falhas na execução, como falta de acostamento adequado, falta de passarelas e de ciclovia, o projeto foi dado como concluído. A informação foi confirmada pelo gerente de licenciamento do Instituto Estadual do Meio Ambiente (IMA) Leonardo Vieira. Durante a execução da obra houve destruição de áreas de mangues e desmatamento de vegetação nativa, de restinga e de áreas de dunas. A gestão passada do IMA deveria ter cobrado antes da conclusão da obra as compensações ambientais previstas pelo próprio órgão que emitiu o licenciamento. ?Não houve a compensação total, houve compensação parcial. E agora a gente está em discussão como o Departamento Estadual de Estradas de Rodagem (hoje a Secretaria de Transporte e de Desenvolvimento Urbano) fará para tentar conseguir recursos a fim de recuperar a área afetada?. O grande problema, segundo Vieira, é que a obra foi finalizada no governo de Teotonio Vilela Filho. Os contratos com as construtoras foram encerrados sem a devida compensação e não tem mais os recursos financeiros para promover os reparos e recuperação do meio ambiente, principalmente nas áreas de mangues. ?Por isso, o IMA esta estudando junto com a Setrand no sentido de encontrar uma forma de fazer a compensação ambiental, porque o contrato de execução da duplicação se encerrou?. O gerente do IMA garantiu que esta falha técnica ambiental na execução do projeto de duplicação da AL-101 Sul ?não vai se repetir de maneira nenhuma. A população pode ficar tranquila. O IMA está atento e o que for suprimido do meio ambiente será compensado?. Por outro lado, ele sabe que o projeto foi aprovado numa audiência pública que contou com as presenças de procuradores da República, promotores de Justiça também da área ambiental, representantes da sociedade civil e da própria prefeitura, que prometem acompanhar e fiscalizar a nova duplicação de perto.