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Crise compromete obras do PAC em Alagoas

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Nos canteiros de obras o ritmo é lento. Em outros, não há trabalhadores. Máquinas paradas. Os serviços foram suspensos. Placas que sinalizam para a conclusão dos trabalhos em uma determinada data, não cumprida, são a prova de que o calendário de entrega de construções está atrasadíssimo. Não há previsão de retomada. Sem recursos ou com verbas que chegam a conta-gotas, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) sofrem descontinuidade ou, quando mantidas, seguem lentamente. A situação é desoladora e se repete em todo o País desde que o governo federal fez cortes drásticos nas verbas destinadas ao programa. O panorama para 2016 deve se repetir. Sem dinheiro, muitas obras não sairão do papel. Em Alagoas, a exemplo de outros estados, o corte no repasse de recursos federais resulta na lentidão de execução das obras e até na paralisação em alguns casos, como atesta a secretária de Estado da Infraestrutura, Maria Aparecida Machado. ?Como em todo País, os orçamentos dos ministérios sofreram cortes significativos?, afirma a secretária, ao justificar o motivo da lentidão ou paralisação das obras. A gestora ressalta que em 2015, o Estado recebeu do governo federal em torno de R$ 338 milhões para investir em obras pela Secretaria de Infraestrutura, recursos que vieram com um corte de R$ 53 milhões em relação a 2014. ?Considerando que a maior parte desses recursos somente poderia ser investida no Canal do Sertão, essa redução afetou principalmente as obras de médio porte?, revela Maria Aparecida. Para este ano, a secretária diz que não se sabe sobre cortes. ?Porque não estamos tratando com cortes. Em 2015, nós fizemos o levantamento do que precisaríamos para trabalhar durante o ano. Na verdade, eu não tenho esse número ainda, porque a gente ainda está fechando. A partir da semana que vem deveremos ter esses números?, ela informa.

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