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Delegado sugere mudar processo eleitoral

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Uma das saídas apresentadas para pôr um freio no esquema de corrupção, na opinião do superintendente-adjunto da PF em Alagoas, passa por mudança no processo eleitoral. Mas ele é cauteloso ao afirmar que essa é uma opinião pessoal. ?O que percebemos é que muita gente teme participar de uma organização como essa. Mas eu lhe digo uma coisa: em relação a gestores, é muito difícil, porque eles precisam desses financiamentos de campanha para se eleger, dá um retorno a seus financiadores e isso acontece de forma ilícita, com superfaturamento, fraude na licitação, inexecução dos serviços e doações de campanha. A maioria das doações não são declaradas na Justiça Eleitoral, porque se você diz que recebeu R$ 1 milhão e gasta R$ 1 milhão com compra de votos, como vai declarar isso para a Justiça? Esse é o dinheiro que chamamos do caixa dois da campanha. A pessoa recebe dinheiro ilicitamente, porque não foi declarado, e gasta ilicitamente na compra de votos?, afirma. Para o delegado André Costa, ?esse modelo que temos na eleição, que permite a doação de campanha, acaba movimentando toda essa máquina de corrupção. Eu, sinceramente, acho que deveria ser proibido qualquer tipo de doação para campanha. O partido, o candidato, tendo espaço garantido da Justiça Eleitoral, vá para a rua, para os bairros, municípios cara a cara, dizer o que é que pretende fazer, qual o projeto dele, e trabalhe na campanha dessa forma. Quando se inclui gasto com bandeira, com adesivo, como é que vai justificar uma campanha??.

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