Política
Servidores da sa�de entram em greve
Os servidores e líderes do Movimento Unificado da Saúde da Prefeitura de Maceió rejeitaram, ontem, a contraproposta de reajuste salarial 2,21% oferecida pelo prefeito Rui Palmeira (PSDB). Em assembleia, os servidores decretaram greve por tempo indeterminado. A paralisação começa na próxima segunda feira. Amanhã outras categorias de servidores e a guarda municipal também fazem nova assembleia e devem decidir por uma greve geral. Os funcionários da saúde, no entanto, disseram que a Prefeitura e os sindicatos que formam o Movimento Unificado da Saúde Municipal mantêm o canal de negociação aberto. Os líderes dos funcionários não escondem também que as outras categorias de funcionários públicos da Prefeitura de Maceió decidiram fazer dois movimentos de reivindicação de reajuste salarial para tentar dividir um possível julgamento de ?ilegalidade da greve? no Tribunal de Justiça. ?Nós não queremos greve e nem reivindicamos aumento salarial. Na verdade, o pleito é de reajuste salarial de 14% para todas as categorias e mais o pagamento das progressões para compensar as perdas salariais e como contraproposta os gestores oferecem 2,21%, esta proposta foi mantida e a categoria dos servidores da saúde e as demais categorias rejeitaram?, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Prefeitura de Maceió, Sidney Lopes. Na assembleia que decidiu pela greve na saúde pública da capital estavam presentes o Sindicato dos Servidores Públicos, dos Enfermeiros, dos Assistentes Sociais, dos Médicos, Nutricionistas, dos Agentes Comunitários e de Combate às Endemias, Servidores da Saúde dos níveis fundamental, médio e superior. As categorias decidiram também que se não houver entendimento, o atendimento nas unidades de Saúde será restringido em 50% como determina a lei, por se tratar de serviço essencial.