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Agentes de endemias amea�am parar

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No momento que o País inteiro se mobiliza para tentar reduzir a população do Aedes aegypti, transmissor dos vírus da dengue, zika e chikungunya, que faz aumentar a cada dia os casos de microcefalia em 21 dos 27 Estados, a Federação Nacional dos Agentes Comunitários e de Combate a Endemia anuncia uma assembleia geral que pode decidir pela greve geral da categoria. A assembleia nacional dos agentes que estão na linha de frente de combate ao mosquito da dengue está marcada para os dias 26 e 27, em Maceió. O presidente da Federação, Fernando Cândido confirmou que o clima dos sindicatos nos 27 estados é de insatisfação e de greve. ?Pelos sindicatos, a categoria já teria decretado greve desde o ano passado por melhores condições de salário e de trabalho em todos os Estados. Agora a situação é crítica?. O Brasil tem hoje 300 mil agentes comunitários de saúde e 100 mil de controle e combate de endemias. Alagoas tem 5 mil profissionais lotados nas secretárias municipais de saúde dos 102 municípios. O Estado é um dos poucos no Brasil que tem 95% do pessoal concursado. O piso da categoria é R$ 1.014,00 e está congelado desde 2014. O salário dos agentes é pago pelo governo federal. Como acontece na maioria dos Estados, os agentes de Saúde de Alagoas reclamam que trabalham sem os equipamentos mínimos como luvas, botas, lanternas, máscaras e outros. Disse o presidente da Federação Nacional dos Agentes de Saúde e de Controle as Endemias. ?Nós estamos improvisando o combate ao mosquito. Mas não é assim que se faz?.

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