Política
CUT e sindicatos protestam contra arrocho salarial
O ano de 2016 será marcado por protestos, greves, ocupação e mobilizações de trabalhadores do campo e das cidades contra a política de arrocho salarial dos governos estadual e municipais. A ameaça é da Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL), que ontem liderou o primeiro ato público do Movimento Unificado dos Servidores Públicos Estaduais, de 38 prefeituras, dentre elas a de Maceió e de entidades de trabalhadores rurais sem-terra e sem-teto. Os manifestantes saíram no final da manhã da Praça Sinimbu, no Centro de Maceió, com faixas e cartazes, percorreram as vias mais movimentadas da cidade, ocuparam secretarias municipais, a frente do Tribunal de Justiça (TJ) e terminaram na porta do Palácio do Governo. A manifestação foi pacífica, porém, irritou a maioria dos motoristas que ficou preso nos longos engarrafamentos. Os guardas da Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) seguiram à frente da passeata para evitar confrontos. OCUPAÇÃO O primeiro momento de tensão aconteceu quando dezenas de manifestantes, a maioria sem-terra e servidores municipais de Maceió, que decretaram greve, invadiram as dependências das Secretarias Municipais de Administração e de Finanças. Lá os servidores convidaram os colegas para aderirem à greve geral marcada para a próxima semana e fizeram discursos inflamados contra a administração do prefeito Rui Palmeira (PSDB). O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Saúde, Alessandro Fernandes da Silva, fez severas críticas à administração municipal, falou da crise na saúde pública e confirmou que a greve geral da categoria dele estava marcada para a próxima segunda-feira. ?Nós estamos vivendo momentos difíceis, nos postos de saúde faltam medicamentos, vacinas, material de trabalho e até água em algumas unidades. O último ato desastroso foi o fechamento do PAM Salgadinho, que deixa de atender mais de mil pessoas por dia?, acusou o sindicalista.