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Mais de 18 mil servidores decidem por greve geral

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Três dias depois dos servidores da saúde decretarem greve, ontem foi a vez dos guardas municipais e funcionários públicos dos setores administrativos, da Educação, Finanças, órgãos técnicos e de serviços gerais decretarem greve por tempo indeterminado. A assembleia das categorias dos Sindicatos dos Servidores Públicos de Maceió (Sindipref) e dos Guardas Municipais (Sindguarda) ocorreu ontem pela manhã, no auditório da sede do Sindicato dos Bancários. Apesar de os servidores públicos municipais realizarem um movimento de reivindicação salarial unificado, a paralisação da maioria dos 18 mil funcionários ligados aos dois sindicatos começa na terça feira. Os servidores da Saúde paralisam as atividades a partir de segunda-feira. Antes de decidir pela paralisação, o funcionalismo reivindicava reajuste salarial de 14% para compensar as perdas salariais dos últimos 12 meses. A prefeitura alega queda na arrecadação provocada pela crise econômica nacional que causa recessão nos setores produtivos e de prestação de serviço. Os ânimos entre a comissão de negociação da Prefeitura de Maceió e os sindicatos que representam o funcionalismo público municipal acirraram depois da contraproposta de 2,21% de reajuste oferecido pela prefeitura. Os secretários de Administração, Felipe Mamede, e o de Finanças, Gustavo Novaes, tentaram mostrar aos servidores que a crise econômica provocou redução na arrecadação e comprometeu a folha de pagamento desde o ano passado. Segundo os secretários, o reajuste no percentual reivindicado provocaria um aumento de R$ 100 milhões na folha e este montante inviabiliza o pagamento em dia da folha. No ano passado, os servidores, depois de muita negociação, conseguiram o reajuste de 6% pago em três parcelas. Este reajuste, segundo Gustavo Novaes, causou um impacto de R$ 40 milhões na folha. O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, considera a greve como ?política?. Por intermédio da assessoria de comunicação, o prefeito comunicou aos servidores que as negociações estão abertas. O secretário de Comunicação, Clayton Santos, também sugeriu aos líderes sindicais para negociarem e disse ter estranhado a decretação da greve neste momento de negociação.

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