Política
Partidos e entidades convocam ato contra a guerra no Iraque
Ato pela paz. É o que vêm propondo partidos e sindicatos alagoanos para sábado, às 14h. A concentração será em frente ao ginásio do CRB, na Pajuçara. O objetivo é reunir o maior número de pessoas vestidas de branco para protestarem ?contra a guerra e o imperialismo?. A mobilização foi organizada para o fim de semana porque é o prazo previsto para o início dos ataques ao Iraque. As primeiras articulações para o protesto começaram no IV Fórum Social Mundial em Porto Alegre, em janeiro. Em todas as capitais brasileiras os partidos e entidades da sociedade civil organizada estão se mobilizando para ocuparem as ruas, contra a guerra. Segundo um dos organizadores, a presidenta do Diretório Municipal do PT, Cláudia Amaral, o ato é suprapartidário. ?Nosso objetivo é envolver a sociedade e todos os partidos. A guerra é um tema que afetará a todos independentemente de questões ideológicas?, garantiu. Ontem, foi instalado o Comitê contra a Guerra e o Imperialismo e pela Paz. No encontro ficou decidido que cada entidade e partido envolvido mobilizarão suas bases para o ato. Fazem parte, além do PT, os seguintes partidos: PSTU, PCR, PSB, PC do B e PSDB. Entre as entidades que também integram o grupo estão o Sinteal, Sindprev, Sindjus, Sintep, DCE-Ufal, ONG Mulungu e o Grêmio Estudantil Rodriguez de Melo. As entidades e partidos já produziram um texto que será distribuído durante a passeata. Segundo o documento, a ação militar norte-americana esconde os reais interesses do país que são os poços de petróleo existentes no Iraque. ?O interesse é pelo petróleo. Proteger o Iraque é nos proteger, porque depois podem querer fazer uma guerra pelos recursos naturais nela existentes. Esse ato é pela soberania dos países?, argumenta Cláudia. Ela disse ainda que o ato de sábado é um primeiro passo para a discussão sobre o assunto. Os membros do Comitê podem organizar debates sobre as questões que cercam a guerra contra o Iraque. O coordenador de Comunicação do DCE/Ufal, Alexandre Henrique Lino, confirmou a presença dos universitários. ?Participaremos porque estamos colaborando e mostrando que a guerra não traz nada de bom para a sociedade. Além disso, os efeitos dela podem nos atingir, por conta da situação dos combustíveis que podem aumentar de preço?, lembrou Alexandre. (MR)