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Crise econ�mica amea�a pol�tica de seguran�a p�blica do Estado

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A política de segurança pública de Alagoas do governo Renan Filho (PMDB) ganha destaque Nacional e do Ministério da Justiça. O Estado foi o que mais reduziu o número de homicídios em 2015, uma redução de 20,3% em relação ao ano anterior, ou seja, 208 homicídios, e isto quer dizer que 417 vidas foram salvas nas áreas mais violentas do Estado. Outros dados também são animadores, como a recuperação de 70,7% dos carros roubados e, dos 15 mil inquéritos sem solução, 11 mil foram fechados e encaminhados à Justiça. A estratégia de policiamento integrado e operações preventivas de segurança surtiram efeitos e os índices de violência foram os mais baixos da história. Os policiais civis, militares e o Corpo de Bombeiros, com a ajuda das Polícias Federal, Rodoviária Federal e da Guarda Nacional, abraçaram a causa e as estratégias montadas pelo estado maior da Defesa Social, liderada pelo secretário, o promotor de Justiça Alfredo Gaspar de Mendonça, e declararam guerra ao crime e aos criminosos. O tráfico teve pesadas baixas. A droga anda escassa nos 102 municípios, os criminosos estão sem armas em virtude da grande quantidade apreendida semanalmente. O secretário Alfredo Gaspar ganhou o status de ?xerife?. Por onde passa, é saudado pela população. Depois do governador, é o mais popular do governo estadual. É elogiado até por opositores. Seu nome chegou a ser cotado como forte candidato a prefeito de Maceió e isto provocou reação contrária do próprio. ?Meu sonho era ser secretário de Segurança do Estado. Estou realizando este sonho e não pretendo me desviar deste rumo?, repete. Nem os policiais querem mudanças no comando da Secretaria de Defesa Social. Porém, isto não quer dizer que o líder dos policiais seja unanimidade. Este novo momento que Alagoas vive, de combate à impunidade, ao crime organizado e de motivação da força policial está ameaçado. Nem tudo anda às mil maravilhas na estrutura operacional como se imagina. A crise financeira vivida pelo País tem profundos reflexos em todos os Estados e ameaça o objetivo do governo alagoano de reduzir ao máximo a cultura da violência, do coronelismo e do crime urbano. Os problemas começam nas delegacias da Polícia Civil. Mais de 500 presos, a maioria jovens de 19 e 25 anos, acusados de tráfico de drogas, furtos, homicídios e de associação criminosa superlotam as delegacias da capital e das 11 regionais da Polícia Civil, contrariando o que determina a lei penal.

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