Política
PSB diz que nanicos choram de barriga cheia
Depois de vários ataques dos partidos ?nanicos? que cobram cargos e espaços no governo Ronaldo Lessa, o secretário de Articulação Política do PSB, Wellison Miranda, saiu para o contra-ataque. Ontem, acusou os presidentes de alguns partidos ?nanicos? de ?chorar com a barriga cheia?. Segundo ele, a maioria desses partidos já tem cargos no governo. Miranda, que é uma espécie de soldado da tropa de choque de Lessa, assegurou que os presidentes do PAN, Gerson Guarines; do PRP, José Djalma; e o presidente do PMN não têm razão para ficar atacando o governo por intermédio da imprensa. No caso específico de Guarines, o secretário do PSB revelou que o presidente do PAN já tem espaço e recebeu cargos. ?O que acontece é que ele recebeu cargos com vencimentos baixos. A reclamação é sobre isso e ele não coloca esta questão claramente?, declarou. As reclamações do presidente do PRP, segundo Wellison Miranda, seguem na mesma linha do PAN. José Djalma estaria insatisfeito com os vencimentos dos três cargos que tem na estrutura do governo. O próprio presidente do PRP, ao cobrar tratamento e apoio semelhantes ao que o partido dedica aos projetos políticos de Ronaldo Lessa desde 1992, reclamou por ter recebido cargos com vencimentos de R$ 700. Os outros partidos, que evitam polemizar com Miranda, confirmam ter recebido cargos na estrutura do governo. Mas alegam que alguns são de funções com vencimentos inferiores a R$ 400. Porém, a crítica mais forte de Wellison Miranda atinge o presidente do PMN, radialista e evangélico Ildo Rafeal. ?O presidente do PMN não está em condições de fazer críticas ao governo. Até porque suas experiências administrativas, neste governo, no período em que esteve à frente da Sergasa (a gráfica oficial do Estado) foram alvo de críticas?, lembrou. Como o governador, Miranda insiste na tese de fusão dos partidos. ?Em Brasília, aconteceu a primeira fusão de partidos pequenos. O PL, PGT e o PST se uniram e ficaram mais fortes. É isto que o governo propõe?, salientou, acrescentando que a fusão dos ?nanicos? garantiria sua sobrevivência. ?Também não são verdadeiras as acusações de que o governo estaria propondo o fim dos partidos pequenos?, concluiu. (AF)