Política
4 mil alagoanos recorrem � defensoria por rem�dios
De acordo com o Ministério da Saúde, o investimento no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2016 será 10% menor que os R$ 98,4 bilhões de 2015. Ou seja, haverá redução de R$ 9,8 bilhões. Outro dado que preocupa ainda mais é que sobe para quase 1 milhão o número de pessoas que se desligaram dos planos de saúde privados. Esse pessoal já recorre ao SUS em busca de exames, cirurgias e remédios. Segundo o superintendente do Instituto de Saúde Suplementar, Luiz Augusto Carneiro, o problema decorre da crise econômica e da queda do nível de emprego no País. Os efeitos colaterais atingem em cheio os Estados e Municípios. A maioria com deficiência no atendimento em saúde pública. A crise, segundo estatística do Núcleo da Saúde da Defensoria Pública de Alagoas transforma a saúde publica dos Estados e municípios num caos. Em nosso Estado, por exemplo, quatro mil cidadãos recorreram à Defensoria para conseguir exames, remédios e cirurgias no ano passado. Em janeiro deste ano, o número de atendimento chegou a 81, quase o dobro do mesmo período do ano passado e a previsão é de aumentar ainda mais nos próximos meses. A Gazeta acompanhou nos últimos dias o drama de trabalhadores que não podem mais pagar planos de saúde, hoje dependentes do SUS e que passam os dias em busca de atendimentos especializados ou de remédios de uso contínuo nas farmácias públicas. A maioria não consegue nem uma coisa e nem outra. Um deles é o caminhoneiro Rinaldo José dos Santos, 38 anos. Portador de diabetes, ele ficou cego por falta de remédios do SUS. Separado da mulher, hoje cria os dois filhos com ajuda dos pais e atualmente tem como renda menos de R$ 1 mil/mês.