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Toninho Lins renuncia ao cargo de prefeito

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Foi por meio de carta que o prefeito de Rio Largo, Antônio Lins de Souza, Toninho Lins (PSB), renunciou ao cargo na manhã de ontem. O documento foi protocolado na Câmara de Vereadores do Município e nele o prefeito apresenta as justificativas que o teriam levado a tomar a decisão. Reeleito em 2012, Toninho havia sido afastado do mandato pelo Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL) no final do ano passado, período em que a vice-prefeita Maria Elisa Alves assumiu. Outras decisões judiciais, porém, já haviam afastado o prefeito, que ontem abriu mão do cargo e, pelo menos, por enquanto, da vida pública. ?Nesse momento, tudo o que quero é provar minha inocência. Ficar perto de minha esposa e de meus dois filhos, de quem estive afastado por mais de sete anos para me dedicar à vida política, ao município de Rio Largo. Meu sentimento é de dever cumprido. De quem fez o melhor por Rio Largo. Um sentimento de quem tomou a decisão acertada?, disse Toninho Lins à Gazeta ontem por telefone. Toninho Lins afirmou ainda que não pretende neste momento pensar em voltar para a política. ?Tudo o que quero é provar minha inocência nos processos [que responde na Justiça], o que aliás já estamos fazendo na fase de instrução?, disse. ?DENUNCISMO? Ele disse também que prefere não falar sobre as ações judiciais, deixando para o Judiciário as decisões neste sentido, mas é taxativo ao se referir a uma ?onda de denuncismo financiada sempre por quem é vice-prefeito, quem está na iminência de assumir o mandato?, para justificar as idas e vindas que o levaram a assumir a prefeitura do vizinho município e ser afastado tempos depois. ?Cada afastamento desses gera uma crise política que desencadeia várias outras crises e desgasta, provocando instabilidade, inclusive emocional para mim e para minha família?, ressaltou, ao dizer que quando um gestor, como é o caso dele, ?ganha a eleição pelo voto direto, está assegurando a maior demonstração de confiança que o povo pode dar. Fui eleito duas vezes pelo povo e ainda ter que passar por uma via-crúcis com afastamentos de um mandato legítimo?, questiona.

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