Política
Alian�as miram elei��o de 2018
A sobrevivência política de muitos partidos, candidatos e futuros projetos de poder passa definitivamente pelo processo eleitoral deste ano. Enquanto a maioria dos eleitores estiver votando, escolhendo seu vereador ou prefeito, uma parcela de quem está envolvido com o processo estará pensando já na eleição de 2018. Desde o ano passado, o cientista político e professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Ranulfo Paranhos, já alertava que ?enquanto vemos o processo mais próximo, os políticos já vislumbram os próximos quatro anos?. Seguindo esse raciocínio, é fácil perceber que as composições, de agora, são tão importantes que ajudam a ?pavimentar? o caminho, até das eleições majoritárias para governador, senador e presidente da República. Isto porque a pulverização dos partidos que se espalham pelo País ajudam a montar o reflexo do que é a força de cada um para o cenário futuro. Do mesmo jeito que o PSB fez há doze anos, quando estava no poder com o governador Ronaldo Lessa. Além de ter ganho a capital, com Kátia Born, o partido cresceu significativamente pelo interior do Estado, direta e indiretamente, com outras legendas agregadas. Como o processo foi interrompido, a construção do ?Lessismo? não prosperou. Essa realidade, agora, está norteada por novas bases. Conforme ponderou Ranulfo Paranhos, principalmente por conta da necessidade do senador Renan Calheiros (PMDB) ter que construir o caminho de sua permanência no Senado. Como dificilmente construa uma outra alternativa, além do próprio Senado, em sua visão como analista político, ele estaria criando um fenômeno populista, similar ao que aconteceu no Maranhão, com a família Sarney, e na Bahia, com Antônio Carlos Magalhães.