Política
Lula: situa��o grav�ssima do Pa�s exige medidas duras do governo
Brasília ? O presidente Luiz Inácio Lula da Silva rebateu as críticas feitas ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social e aos recentes cortes na área social durante discurso feito na solenidade de instalação do órgão. Lula classificou a atual situação do país como ?gravíssima?, e que as políticas públicas adotadas nos últimos anos não priorizaram o desenvolvimento social. Na primeira parte do discurso, que foi de improviso, antes do texto preparado para a cerimônia, Lula afirmou que nenhum membro do conselho foi escolhido ?por ser amigo do Lula, do PT, ou de um partido aliado?. O evento, realizado no Palácio do Planalto, foi bastante concorrido e contou com as presenças de todos os conselheiros do novo órgão. Lula disse que recebeu o país numa situação ?gravíssima? e que as políticas públicas adotadas nos últimos anos ?não priorizaram o crescimento econômico e a geração e distribuição de renda?, o que fez com que o quadro de distribuição de renda brasileiro fosse hoje o mesmo de 30 anos atrás. ?Mas não fui eleito para lamentar, e sim para enfrentar essa situação. Sabíamos que seriam necessários muitos sacrifícios e que exigiriam medidas amargas?, completou, fazendo uma citação velada ao corte de R$ 14 bilhões no orçamento. Conselho?Este conselho não é um clube de amigos. Não é do meu interesse saber a que partido pertencem os membros do conselho ou em que candidatos eles votaram. O que nos interessa é a competência, a capacidade e o talento para pensar o país?, declarou Lula. É justamente na sua formação que o conselho é mais criticado. Sindicalistas e outros setores têm reclamado da presença majoritária de empresários no órgão. Dos 82 integrantes do conselho, 41 representam o empresariado. Lula também citou o relacionamento do governo com o Congresso Nacional. De acordo com o presidente, a proposta do governo não é ?substituir ou relativizar as atribuições do Congresso Nacional?. Para ele, é necessário buscar um acordo social estratégico para fortalecer o país. ?Para isso é preciso mobilizar os setores da sociedade e ampliar a discussão política para que todos se tornem co-responsáveis pelos destinos do País, e ninguém se torna co-responsável por aquilo que não ajudou a construir?, afirmou.