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Prioridade um do governo � controlar d�vida

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Brasília ? O ministro da Fazenda, Antonio Palocci Filho, disse ontem que a prioridade um do governo federal será controlar a dívida pública. Em entrevista ao ?Bom Dia Brasil?, da Rede Globo, Palocci afirmou que o governo FHC se descuidou da dívida, que saltou de 30% para 60% do PIB nos últimos oito anos. Por isso, o controle da dívida passaria a ser o principal ?diferencial? do governo Lula em política econômica. Palocci também prometeu não aumentar impostos para garantir um superávit primário (receitas menos despesas, sem contar o pagamento de juros) suficiente para estabilizar a dívida. ?Precisamos cortar gastos, e não mais aumentar impostos. O governo tem que fazer seu esforço porque não podemos cobrar mais esforços da sociedade, que já foi muito cobrada nos últimos anos?, afirmou. FMI O ministro acrescentou que não quer incluir novos elementos ?como as reformas da Previdência ou tributária, por exemplo? na revisão do acordo com o FMI que começou a ser feita nesta semana. Segundo ele, o Brasil vai ?cumprir tudo o que foi estabelecido? no acordo firmado em agosto do ano passado, que possibilitou a liberação de US$ 30 bilhões ao país. ?Trata-se de um empréstimo importante para deixar as contas externas do Brasil em ordem, (...) mas não queremos incluir novos pontos no acordo.? Salário mínimo Sobre o reajuste do salário mínimo, que, segundo o Orçamento de 2003, subiria de R$ 200 para R$ 234, Palocci disse que a decisão final do governo ainda não foi tomada. O Congresso pressiona o governo por um mínimo de pelo menos R$ 240, como chegou a ser defendido pelo PT no final do ano passado. Palocci afirmou, no entanto, que a decisão só será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em abril, quando o salário sofre o reajuste. O ministro da Fazenda explicou que ainda podem haver mudanças no cenário econômico mundial devido aos desdobramentos da provável guerra contra o Iraque. Por isso, o valor de R$ 234 poderia ser alterado, para cima ou para baixo. Palocci, no entanto, não citou possíveis valores. Palocci respondeu às críticas da governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Matheus, que anteontem havia afirmado que seu Estado é ?discriminado? pelo governo federal (o Rio teve parcelas do ICMS bloqueadas pelo Tesouro Nacional pelo não-pagamento de dívidas com a União). O ministro negou a discriminação e garantiu que todos os Estados recebem o mesmo tratamento. ?O que acontece é que não podemos resolver o problema fiscal de todos os Estados simplesmente porque não temos caixa para fazê-lo?, disse o ministro.

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