Política
Justi�a volta a ordenar voto aberto na ALE
O que era para ser uma sessão tranquila, com apenas nove dos 27 deputados estaduais em plenário, por pouco não se tornou em bate-boca no plenário, depois que um oficial de Justiça surpreendeu a Mesa Diretora com uma nova notificação, encaminhada por um oficial de Justiça, do desembargador Fábio Bitencourt determinando que a apreciação dos vetos governamentais se dê por meio de voto aberto. A multa é de R$ 100 mil para cada deputado que decidir votar secretamente. Ele atendeu a mais um recurso impetrado pelo deputado Rodrigo Cunha (PSDB), alegando contra razões devido ao descumprimento e posterior recurso da Assembleia Legislativa Estadual (ALE) junto ao presidente do Tribunal de Justiça. Com a nova decisão, fica nula a posição anterior do desembargador Washington Luiz, que havia dado despacho favorável para que a apreciação dos vetos ocorra de forma secreta. Segundo Cunha, a busca pelo direito se baseia na tese de que há uma simetria desta situação vivida pela Casa, com o que já preconiza a Constituição Federal. ?Tinha o direito de recorrer. O fiz em nome da transparência que acredito ser importante para o poder?, disse. O problema é que a presença do oficial de Justiça incomodou os parlamentares mais experientes da Casa. Um dos que demonstrou visível irritação foi o suplente no exercício do mandato, deputado Cícero Ferro (PRTB).