Política
Licita��es criminosas lideram ranking
No Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, o trabalho não para. É para lá que as pilhas de inquéritos concluídos pela Polícia Federal são encaminhadas. É ele o dono da ação penal. É com base no que recebem da polícia que os procuradores da República vão iniciar a fase processual, que pode resultar no oferecimento da denúncia ao Judiciário ou não. Um caminho longo e nem sempre fácil de percorrer. Isso porque, se entenderem necessário obter mais informações, os procuradores podem requisitar ao juiz que sejam autorizadas ações cautelares, tais como: busca e apreensão, escutas telefônicas, quebra de sigilo, prisão preventiva ou temporária, sequestro de bens. Não à toa, operações que resultaram em inquéritos remetidos ao MPF e daí em prisões e posterior condenação de envolvidos, ainda tramitam. É o caso, por exemplo, da Operação Guabiru, desencadeada pela PF em 17 de maio de 2005. Onze anos depois, ainda existe uma ação penal em tramitação na 2ª Vara e mais 7 ações de improbidade em andamento na Seção Judiciária de Alagoas e na Subseção de União dos Palmares, quase todas com alegações finais oferecidas e uma delas com sentença de condenação prolatada, segundo pesquisa realizada pelo MPF sobre casos de corrupção em Alagoas. A Guabiru foi nome dado à operação que levou à cadeia envolvidos no desvio de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar por prefeituras alagoanas. De acordo com o MPF, ?a operação resultou na condenação de 10 pessoas por improbidade administrativa, por fraudes no fornecimento de merenda escolar e de outras irregularidades na Secretaria de Educação do Estado de Alagoas entre os anos de 2003 e 2005. O valor correspondente à condenação da Guabiru foi de R$ 63 827 711,54?, informa o MPF. Em outra operação, a Navalha, desencadeada em maio de 2007, houve oferecimento de denúncia complementar em face de mais 3 pessoas no mês de maio de 2015, ou seja, nove anos depois. ?A Navalha levou à condenação 11 pessoas, por corrupção e peculato, ocorridos durante a execução do Sistema Pratagy. Também resultou na condenação de 6 pessoas por crimes de peculato ocorridos durante a execução de outra obra confiada à mesma empresa Gautama, a Macrodrenagem do Tabuleiro do Martins?, segundo dados do MPF.