Política
Opera��es podem ser deflagradas
Com 70% dos municípios sendo alvo de investigação pela Polícia Federal, Alagoas pode estar a um passo de uma nova operação da PF. É o que deixa claro o superintendente adjunto quando questionado se estaríamos em vias de uma nova operação no Estado. ?A todo momento pode acontecer. Com todos esses inquéritos abertos, em alguns casos pode-se usar esses recursos. Por exemplo, se chegarmos a uma conclusão de que, desses 70 municípios, em 30 deles há fraude, e percebermos que não conseguiremos desvendar o que está acontecendo sem usar esses instrumentos [a operação], aí a gente vai partir para esse caminho?, alerta o delegado André Costa. O superintendente adjunto da PF é enfático ao falar sobre os resultados da atuação policial nos casos que envolvem crime contra o patrimônio da União. Ele sai em defesa da instituição, ao afirmar que o papel da Polícia Federal envolve a fase pré-processual. ?Temos uma fase na parte criminal pré-processual e uma parte processual. A Polícia Federal atua na parte pré-processual. Dessa eu posso falar. Nos últimos anos acho que a polícia já deu provas sólidas de que nessa fase pré-processual o trabalho tem sido cada vez mais eficiente, com prisões, buscas, obtenção de provas, recuperação de bens, de veículos, imóveis que são bloqueados, que a gente chama de sequestro, contas bancárias que foram bloqueadas. Em relação à fase processual, a atuação é com o Ministério Público e o Judiciário?, diz André Costa. O delegado está ciente das reclamações em torno da demora no andamento dos processos e diz: ?Muitos reclamam da legislação processual. Pessoas que são da área jurídica, inclusive, e até fora da área. Questionam-se quais são as garantias, os recursos que o acusado num processo penal tem. O que vemos, e eu não estou trazendo nenhuma novidade, são processos que estão na Justiça se prolongando no tempo: as operações Guabiru, Taturana?, afirma, ao indagar: ?Esses processos tramitaram, não tramitaram? Aí, realmente eu não acompanho?, afirma.