loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Política

Política

Candidatos ter�o que garimpar eleitores ‘de porta em porta’

Ouvir
Compartilhar

A eleição que se avizinha promete ser a mais disputada dos últimos dez anos em Maceió. O prognóstico é de quem lida com o direito eleitoral e conhece, ?como a palma da mão?, os meandros da política. Não só. Esta deve ser também uma eleição totalmente diferenciada das anteriores, na qual ganhará quem fizer o corpo a corpo, o porta a porta, como acontecia no passado, quando o dinheiro que hoje é despejado nas campanhas era limitado e vencia quem tinha o maior poder de convencimento. Para completar o quadro, a minirreforma eleitoral encurtou o tempo de campanha, que este ano só começará no dia 16 de agosto, ou seja, 45 dias antes do pleito. Mesmo em Maceió, onde dois nomes polarizam a disputa pela prefeitura da capital, o deputado federal Cícero Almeida (PMDB) e o prefeito Rui Palmeira (PSDB), ganhará, segundo os analistas políticos, ?quem tiver maior organização?, como afirma o advogado especialista em Direito Eleitoral, Gustavo Ferreira. ?Fazer uma campanha bacana, com muito dinheiro, é fácil. Quando tem pouco dinheiro e uma série de limitações criadas pela legislação, vai ter que ser eficiente?, ele observa. E afirma que os candidatos não vão poder se dar ao luxo de fazer cinco milhões de santinhos. Vai fazer 50 mil e saber exatamente onde distribuir. Não vai poder fazer um adesivo que esteja fora do padrão da Justiça Eleitoral porque se a Justiça mandar retirar você vai estar tendo prejuízo e vai ficar de repente sem material de propaganda para divulgar?, alerta o advogado, ao explicar por que esta será eleição mais de rua. Cada voto vai ser disputado a tapa. Vai ser uma eleição extremamente disputada, com um agravante: sem dinheiro. Porque a economia [nacional] está ruim. Não é por causa da proibição de doação de empresa. A proibição não impede o caixa dois. Impede que empresa séria doe. A empresa que doa para ter ganhos indevidos, essa vai continuar. Até porque, normalmente, essa doação é para uso indevido depois das eleições. É para compra de votos. E estas vão continuar. Nenhum candidato vai chegar na Justiça Eleitoral e dizer: ?Olhe, eu tenho um milhão de reais em compra de votos?, afirma.

Relacionadas