Política
Debandada do PMDB n�o interfere em AL
O governador Renan Filho afirmou, ontem, que o rompimento de seu partido, o PMDB, com o governo federal não trará implicações em Alagoas. Segundo ele, não houve deliberação dos estados neste sentido. O PT comanda hoje, no Estado, a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), cujo secretário Joaquim Brito já havia sido comunicado que assumiria a pasta do Trabalho, mudança que deve ser mantida, juntamente com os cargos comissionados pertencentes ao PT. Renan Filho foi um dos governadores a se posicionar contrário ao impeachment da presidente Dilma. Porém, com a confirmação da saída do PMDB da base aliada de Dilma, o receio era de que a cota de cargos pertencentes ao PT pudesse ser pedida de volta pelo governador. O PT também comanda em Alagoas o Serveal (Serviços de Engenharia do Estado de Alagoas), liderado pelo ex-deputado estadual Judson Cabral. O presidente do PT em Alagoas, deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, conversou, por telefone, com a Gazeta, logo após a decisão do até então grupo aliado de Dilma Rousseff ser anunciada oficialmente. Ele afirmou não acreditar no impeachment da presidente Dilma, mesmo diante do que já era dado como certo: o rompimento do PMDB com o governo federal. Apesar da força política dos peemedebistas e do agravamento do quadro de crise que a saída do maior partido em números do País deve representar, o deputado está confiante de que o impedimento não passará na Câmara. ?A saída do PMDB era previsível. Crônica de uma nota anunciada. Mas é preciso deixar claro que o rompimento foi de parte do PMDB e não do partido como um todo?, afirmou Paulão. O parlamentar está certo ainda que não haverá, por parte do PT, retaliações para Estados como Alagoas, cortes em verbas públicas, cargos, embora o governador Renan Filho seja do PMDB.