Política
Prefeita admite processo de improbidade
A principal fonte de arrecadação de Rio Largo é o FPM (Fundo de Participação do Município). Na divisão do bolo orçamentário que leva em conta o tamanho da população com base nos números oficiais do IBGE, o Fundo destina 2,6%, ou seja, R$ 2,3 milhões/mês em média ao município, confirmou a prefeita Maria Elisa Alves da Silva (PRP). Antes das sucessivas crises administrativa no comando da prefeitura, o município tinha a maior arrecadação financeira com Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) depois de Maceió. Para piorar a crise, a gestora da cidade pode ser afastada do cargo a qualquer momento, porque também responde a processos por improbidade administrativa. Se isto acontecer, a cidade pode ficar inviabilizada. Com o início da desordem administrativa, em 1996, Rio Largo perdeu o posto de melhorar arrecadação para o município de Arapiraca, para o Pilar, Marechal Deodoro, Piranhas, São Miguel dos Campos, Coruripe. Hoje, ocupa o oitavo lugar em arrecadação de ICMS entre os 102 municípios. ?Nós perdemos em arrecadação e crescemos em população. Os novos habitantes que vieram morar em Rio Largo, a grande maioria, é de desempregados e não aparecem nos dados oficiais do IBGE?, disse a prefeita. Quem visita o centro comercial da cidade percebe, sem dificuldade, as praças abandonadas, ruas esburacadas, o comércio pequenos, as ruínas das grandes fábricas que fecharam e centenas de desempregados que vivem da informalidade.