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Rio Largo vive caos administrativo

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Rio Largo ? Esse município, distante 27 quilômetros de Maceió, completou um século que deixou de ser distrito da cidade de Santa Luzia do Norte. Já foi considerada a região mais rica da região metropolitana depois da capital. Com seis indústrias, duas têxteis: Progresso e Cia Alagoana de fiação?Fiasa; a fábrica de móveis Forene; duas usinas de açúcar: central Leão e Santa Clotilde; e a destilaria Central de Alagoas; e o aeroporto Zumbi dos Palmares. A região atraía mão de obra de vários pontos e de estados vizinhos. Hoje, é a imagem do abandono. Quatro indústrias fecharam. As duas usinas de açúcar ainda funcionam com muita dificuldade e dívidas. O comércio sente os efeitos da recessão e da desordem na administração municipal. O desemprego se multiplica a cada dia. A cidade é conhecida nos bastidores jurídicos de Alagoas como ?a meca da improbidade administrativa?. Assim também definiu o Procurador-Geral de Justiça, Sérgio Juca. Quando participava recentemente de um seminário do MP, o chefe do MP estadual lembrou que desde 1996 todos os gestores foram denunciados por improbidade administrativa. Há vinte anos, os prefeitos não conseguem completar os mandatos de quatro anos sem serem processados. Isto quando não são presos por desvio de dinheiro público, malversação e improbidade administrativa (ato ilegal ou contrário aos princípios básico da administração pública) de todas as ordens. A atual prefeita, Maria Elisa Alves da Silva (PRP), já ocupou o cargo em dois mandatos, era vice-prefeita até o ano passado. Há quatro meses assumiu a administração de uma das cidades mais desorganizadas e caótica do Estado, como a própria reconhece na entrevista exclusiva que concedeu à Gazeta de Alagoas na quinta-feira. Ela também responde processo por improbidade.

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