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Favelas e grotas recebem produto com frequ�ncia

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Enquanto o governo federal mandar ?desacelerar? (reduzir) o atendimento do programa do leite que assiste 80 mil família em Alagoas e anuncia corte de 50% dos recursos do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome para o programa, os líderes comunitários das favelas e das grotas de Maceió cobram a ampliação do programa nas áreas pobres. Segundo os líderes comunitários, mais de 700 mil pessoas na região metropolitana precisam receber leite de graça. Os diretores do Movimento de Humanização das Grotas de Maceió, Robson Lima e Edilene Regina dos Santos, se reuniram com o secretário de Estado da Agricultura, Pecuária, Pesca e Aquicultura, Álvaro Vasconcelos, para cobrar a expansão do programa e pediram explicações sobre o futuro do Programa do Leite. O vice-presidente da Assembleia Legislativa Estadual (ALE), Ronaldo Medeiros (PMDB), intermediou o encontro e também demonstrou preocupação com a possibilidade de redução do Programa, que deve começar ainda este ano se ficarem confirmado os cortes no orçamento do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Forme. ?Nossa entidade representa uma população de quase 300 mil pessoas que vivem em 76 grotas de Maceió. Muitas dessas pessoas são beneficiadas hoje pelo Programa do Leite e estão preocupadas?, disse Robson Lima ao cobrar explicações do secretário Álvaro Vasconcelos. Apesar do atraso no repasse do montante previsto para o programa neste ano, Vasconcelos tentou tranquilizar os líderes comunitários ao esclarecer que a situação mobiliza toda a classe política. ?O governo de Alagoas não quer que este programa acabe?, disse o secretário estadual de Agricultura.

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