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Crise pol�tica sinaliza para refunda��o do PT

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Aos 36 anos de fundação, o Partido dos Trabalhadores tem hoje pelo menos dois importantes desafios a vencer: preservar o mandato da presidente Dilma Rousseff e assegurar a própria sobrevivência como sigla que nasceu num Brasil que ainda vivia sob a ditadura militar. Nasceu com propostas de promover mudanças na vida de trabalhadores na cidade e no campo, num contexto social e político onde as mobilizações por direitos até então distantes dos cidadãos ganharam fôlego e fizeram surgir a figura do então operário Luiz Inácio Lula da Silva, um dos principais protagonistas da história do PT que veio a se tornar o primeiro presidente da Nação saído das bases sindicais. As conquistas que levaram o PT ao ápice do poder, no entanto, não foram suficientes para barrar o que pode ser a derrocada do partido ainda que o processo contra Dilma não passe na Câmara dos Deputados. O desgaste da legenda é fato e isso as próprias lideranças admitem. São eles, os petistas de ?carteirinha?, como se pode chamar, que buscam saídas para resgatar a sigla partidária e seu ideário. Fazer sobrevir o PT que aos 22 anos de fundado ? um jovem em relação à história política partidária ?, assumiu o mais alto posto do País e onde se mantém há 14 anos. Em meio à crise que ameaça tirar Dilma do poder, as lideranças petistas correm não apenas para salvaguardar o mandato da presidente, mas para definir caminhos de retomada dos pilares que deram sustentação à formação do partido. Presidente do PT em Alagoas, o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, é um dos que defendem que o partido precisa fazer a autocrítica. ?Quando passar esse processo de turbulência, vai haver um debate muito grande. Vamos discutir o day after (dia seguinte), um modelo de gestão. Se for seguir a pauta dos conservadores, vão querer privatizar, desmontar o Estado, fazer a reforma da Previdência. Esse é o pensamento da elite atrasada, que tem a síndrome do Casa Grande e Senzala, quando o pobre não tinha direitos como conquistou no governo do PT. Esse debate vai ter que ocorrer, sim?, diz o parlamentar?.

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