Política
MPT ajuiza a��o contra Hotel Ritz por trabalho exaustivo
O Ministério Público do Trabalho (MPT) em Alagoas ajuizou Ação Civil Pública contra o Hotel Ritz Lagoa da Anta, após denúncia dando conta de que empregados do empreendimento foram submetidos a jornadas exaustivas de trabalho. O procurador do Trabalho Rafael Gazzaneo, autor da ação, pede à justiça que o hotel seja obrigado a solucionar as irregularidades e condenado a pagar indenização de R$ 500 mil por dano moral coletivo. Após instaurar inquérito civil e solicitar à Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE/AL) inspeção no hotel, o procurador disse ter confirmado que o Ritz Lagoa da Anta estava exigindo de seus empregados a prorrogação da jornada de trabalho em quantidade superior a duas horas diárias, deixando de conceder o intervalo mínimo para repouso e alimentação de uma hora e, no máximo, duas horas para as jornadas contínuas que ultrapassam seis horas por dia. Segundo o MPT, vários empregados da empresa excediam as duas horas extras diárias de trabalho, de forma habitual e injustificável, enquanto alguns empregados trabalharam por mais de seis horas diárias sem o intervalo intrajornada de, no mínimo, uma hora. Gazzaneo cita que o excesso de jornada causa diversos males ao trabalhador, como falta de concentração, alterações na pressão arterial, descontrole hormonal, estafa e lesões musculares. ?Trabalhar por mais de 10 horas diárias é uma exigência desumana e que leva à precarização física e mental do trabalhador. Qualquer desequilíbrio, desatenção ou mal-estar pode causar o exercício equivocado das atribuições do empregado e, consequentemente, acidentes de trabalho?, disse.