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Estado pode atrasar sal�rio de servidores

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O cenário é grave e segue uma sequência que atinge não apenas a União, mas, por tabela, estados e municípios. Desde que a crise econômica nacional deu os primeiros sinais de que se instalaria no País, as consequências vêm sendo as mais drásticas. Alagoas não foge à regra. O Estado vem se sustentando graças a medidas de contingenciamento e corte de despesas adotadas pelo governo. Porém, as medidas parecem não ser o suficiente para evitar um possível atraso na folha salarial do funcionalismo público ou o parcelamento do salário mensal. Seria o último recurso a ser empregado, mas medida que não é descartada por quem lida diretamente com os números e vê cair a arrecadação num cenário nebuloso e incerto. ?O momento é muito difícil. Estados estão atrasando salários. Outros, parcelando salários porque a arrecadação vem despencando. Não é simples o momento vivido pelo País?, afirmou o secretário da Fazenda de Alagoas, George Santoro. Quando indagado pela Gazeta de Alagoas se pode chegar ao ponto de não ter como manter a folha em dia, ele é enfático: ?Não dá para descartar isso. Hoje não dá para traçar cenários. Não consigo nem prever semana que vem. Você vê todos os dias os indicadores econômicos, sobem ou descem. Ninguém sabe para onde vai caminhar, aonde vai chegar. É um momento em que não existe uma expectativa racional. Vamos ter que aguardar?, disse. O secretário afirmou ainda que esse tipo de medida drástica já poderia estar sendo adotada não fossem os cortes e o pacote de ações implementadas pelo governo no ano passado. ?A gente tem tomado várias medidas para evitar esse tipo de situação. Começamos o ano passado. Eu acho que se o Estado não tivesse tomado as medidas que tomou no passado, a quantidade de normas que aprovou no ano passado, quando a gente mandou um pacote de montantes tributários para a Assembleia [Legislativa], que muita gente criticou, mas se não fosse isso já teria ocorrido [atraso ou parcelamento salarial]?, ele diz.

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