Política
Impeachment pode ter voto decisivo de AL
Deputados da bancada federal de Alagoas consideram que a ordem de votação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff não deve trazer mudança em relação aos votos dos representantes do Estado na Câmara Federal. Não será o fato de votar primeiro ou por último a definir quem dirá sim ou não ao impedimento de Dilma. Alagoas será o último Estado a votar e, como um voto pode decidir o resultado do processo, pode estar nas mãos de um parlamentar alagoano o futuro de Dilma. Até ontem, o placar apontava para a seguinte definição: dos nove deputados federais de Alagoas, cinco se declararam pró-impeachment e dois contrários. Outros dois seguiam sem externar o voto. Cícero Almeida (PMDB), Arthur Lira (PP), Pedro Vilela (PSDB), JHC (PSB) e Maurício Quintella (PR) votam pelo impeachment. Paulão (PT) e Givaldo Carimbão (PHS) são contra o impeachment. Ronaldo Lessa (PDT) e Marx Beltrão (PMDB) não haviam, até ontem, declarado o voto. Ao ser questionado pela Gazeta caso haja mais mudanças no processo e Alagoas seja o último Estado a votar, o deputado Cícero Almeida disse que ?a tendência é que o resultado já esteja consolidado caso isso ocorra. No que depender do meu voto, o impeachment vai acontecer?, disse Almeida. O deputado disse ainda que seu voto está mais do que definido e não há possibilidade nenhuma de reverter sua decisão. ?Meu voto está maduro e segue a vontade da grande maioria dos alagoanos?, afirmou. Ontem, o dia foi de indefinições, entre mudanças no processo comandado pelo presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), tensão, negociações e muita disputa por voto em Brasília (DF). De lá, o deputado federal Paulo Fernando dos Santos, o Paulão, presidente do PT em Alagoas, conversou com a Gazeta. O parlamentar disse que se mantém confiante de que o impeachment não passará. Repetiu o que vem afirmando desde que o processo começou. ?Avalio que a gente vai ganhar. Vai ser uma eleição apertada, mas o impedimento não passará?, disse Paulão. O deputado considera que o clima que se tem hoje nas ruas, de que o impeachment é irreversível, ?foi criado pela grande mídia e pelo poder econômico?, disse.