Política
� golpe, diz reitora da Ufal sobre impeachment
A reitora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Valéria Correia, falou ontem em entrevista à Gazeta sobre os riscos para a democracia caso o processo de impeachment seja aprovado amanhã pelo plenário da Câmara dos Deputados. A dirigente afirmou que a manobra política se trata de um ?golpe? por vias institucionais e que as universidades federais, como instituições sem vinculação política partidária, precisam estar preparadas para manterem a autonomia universitária, superar a crise econômica e concretizar os ganhos da última década, seja qual for o resultado do impeachment. Valéria Correia explicou que em março o Conselho Universitário da Ufal havia se manifestado em nota pública sobre a conjuntura política, ao qual colocava a preocupação com os riscos aos direitos civis, políticos e sociais que o processo político instalado poderia levar, assim como cobrava em meio à crise econômica a preservação do recursos para educação. Como dirigente da maior instituição pública de ensino superior de Alagoas, sua posição política contra o impeachment se justifica, segundo a reitora, pela falta de elementos legais que incriminem a presidente Dilma Rousseff, e a onda de ações que põem em risco a democracia. ?Considero este um golpe pelas vias institucionais com forte intervenção do Poder Judiciário e cooperação de parte da imprensa. Vejo muita similaridade com os golpes que ocorreram em Honduras em 2009 e no Paraguai em 2012. Não queremos isso para o Brasil. Questiono também aqueles que estão por trás deste pedido de impeachment, não possuem legitimidade para tal ato?, disse a reitora, que tem sua vida acadêmica pautada na área de Serviço Social, com ênfase em políticas sociais.