Política
Prefeitura pode atrasar sal�rio de servidores
O temor é geral e admitido não apenas pelo governo do Estado, mas pelos municípios: se a crise econômica for agravada, o pagamento em dia do salário dos servidores públicos pode ser sacrificado e sofrer atraso ou parcelamento, medida considerada pelos gestores o último dos recursos, mas não descartada. Na capital, Maceió, a situação não é diferente. Há temor de que a prefeitura não consiga bancar o pagamento dos salários em dia. Para que isso não aconteça, a equipe econômica do prefeito Rui Palmeira (PSDB) tem buscado soluções urgentes, que passam desde o início do ano, quando foi anunciado um contingenciamento de 10%, em média das despesas por secretarias e órgãos públicos. Nem assim, o quadro reverteu. Com o agravamento da crise econômica e política, e a queda na arrecadação, sobretudo do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), maior fonte de arrecadação, o município de Maceió também não descarta o que já teme o governo do Estado: o atraso do pagamento dos salários dos servidores. A queda do FPM para Maceió no primeiro trimestre desse ano foi de 4% em relação ao mesmo período do ano passado, o que significa em números cerca de R$ 6 milhões a menos no trimestre. ?Se a crise de fato continuar se agravando isso torna-se inevitável, porque não se tem mecanismo de, num curto prazo, criar soluções que revertam uma situação dessas?, afirma o secretário municipal de Finanças, Gustavo Novaes. Mas ele é enfático ao dizer: ?Eu não estou trabalhando com essa hipótese agora. O prefeito, na verdade, está trabalhando no sentido de assegurar as despesas correntes. Temos sacrificado alguns investimentos, mas também procurando outras soluções para investimentos. Catando recursos para fazer investimentos. A ideia é reduzir a execução de investimentos com recursos próprios, com alternativa de outra fonte de financiamento, justamente para não descontinuar o custeio, a prestação de serviços à população, o pagamento do servidor em dia?, ele diz.