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‘Atrasar sal�rio � tiro no p�’, diz economista

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A economista e professora da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Luciana Caetano, avalia que atrasar salário ?é um tiro no pé, em qualquer esfera de governo. É antipopular e gera problemas econômicos e sociais de grande monta. Um estrategista político jamais cometeria esse erro, significa queima de capital intangível?, ela diz. A Gazeta questionou se estados e municípios deveriam, então, estar preparados para sobreviver em meio a crises econômicas. Luciana Caetano disse: ?Estar preparado para uma queda de receita significaria ter uma reserva para emergências. Porém, considerando que os estados já comprometem boa parte da arrecadação tributária com amortização de dívida, fica difícil imaginar que algum tenha condição de fazer alguma reserva?. Sem falar, ressaltou a economista, ?que na maioria dos estados, há demanda não atendida em vários setores, a exemplo da educação e da saúde. Portanto, se os estados subnacionais já demonstram dificuldade em lidar com a dívida junto à União e não atendem adequadamente às demandas para serviços essenciais, como poderiam estar preparados para um corte de receita? O que se espera é que consiga cortar alguma outra despesa, dadas as complicações em atrasar salários, sob diversos aspectos (político, econômico e social)?, ressaltou. Quando questionada se o Estado de Alagoas corre, de fato, o risco de mergulhar no abismo que outros estados já caíram, com atraso de salários do funcionalismo e a quase falência anunciada, a economista Luciano Caetano afirma que ?todo problema é contornável e o êxito nos resultados depende da capacidade de gestão de cada governo?. Mas destaca que ?a queda de receita tributária ou de transferências constitucionais altera, inevitavelmente, o modo de gestão orçamentária. O governo elevou alíquotas tributárias, ao final de 2015, na perspectiva de compensar a queda de receita, mas talvez precise fazer ajustes no lado da despesa?.

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