Política
� preciso respeitar o resultado das urnas e o mandato de Dilma
A Central Única dos Trabalhadores (CUT/AL), os sindicatos mais fortes de Alagoas e Movimentos de Trabalhadores Rurais Sem Terra e Sem Teto criticaram o governo da presidente Dilma Rousseff ao afirmar que ela criou Projeto de Emenda Constitucional (PEC 257) que retira direitos dos servidores públicos, acaba com Plano de Cargos e Carreira, entre outros prejuízos. Também os sindicalistas acusaram o governo federal de não promover a reforma fiscal, na previdência social, não ter feito reforma agrária e ter adotado uma política neoliberal contra os trabalhadores. Por outro lado, os movimentos prometem fazer muito barulho neste domingo para defender a democracia e o mandato da presidente Dilma Rousseff. O secretário geral da CUT, Izac Jacson admitiu que ?infelizmente o governo da presidente Dilma não fez as reformas que os trabalhadores esperavam e ainda criou instrumento que retiram conquistas históricas dos trabalhadores?. Mas demonstrou ser contrário ao julgamento político da presidente da Câmara dos Deputados. Izac, que é um dos líderes do Movimento Brasil Popular, disse que o que está em jogo neste momento é a democracia. ?Nós também temos diferenças contra o governo da presidente Dilma porque ela não fez as reformas política, da previdência e econômica. Mas foi eleita democraticamente. Não cometeu crime. Este argumento da ?pedalada fiscal? foi um ato administrativo e não uma operação de empréstimo. O governou não comprometeu o orçamento. Portanto, não existem motivos para retirá-la da Presidência da República?. Para o presidente da CUT, se cassarem a presidente Dilma, os congressistas têm que cassar também o vice-presidente Michel Temer. Para ele, a crise política é uma ?armação de vingança? do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ), uma traição de Temer com apoio da Federação da Indústria de São Paulo (Fiesp) que, segundo o sindicalista, ?financia o golpe?.