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quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
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Neste dia ?D? do julgamento do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff, Alagoas está dividida entre os argumentos da oposição, que acusa a presidente de crime nas chamadas ?pedaladas fiscais? (sacar dinheiro de bancos públicos sem ter caixa), e dos governistas, que sustentam a ausência de crime financeiro e portanto acusam os oposicionistas de ?armar? a trama de ?golpe político? para retirar o PT do comando do Executivo Federal. O governador Renan Filho (PMDB) recomenda ?calma e prudência? aos alagoanos. A maioria dos deputados federais vota a favor do impeachment. A cúpula do PMDB entregou plano de governabilidade ao vice-presidente Michel Temer. Os prefeitos de Alagoas querem o fim da crise. O Judiciário estadual acompanha tudo com expectativa. Os cientistas políticos dizem que o impedimento de Dilma prejudica o Nordeste. É neste clima que vive hoje os principais segmentos da sociedade alagoana. Os dois grupos políticos (governistas e oposicionistas) vão acompanhar a votação da Câmara dos Deputados nas ruas das maiores cidades de Alagoas. As concentrações mais representativas serão em áreas nobres da orla de Maceió. A Frente Brasil Popular, que reúne PT, PCdoB, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento Sociais de Sem Terra, Sem Teto, religiosos e outros grupos da base de apoio do governo Dilma, fará manifestações pró-Dilma também em Arapiraca, Delmiro Gouveia, Santana do Ipanema e União dos Palmares, revelou o secretário de formação política do PT, Marcelo Nascimento. Em Maceió, as manifestações ocorrerão na Praça Multieventos, na Pajuçara, a partir das 10 horas. ?Vamos lutar porque entendemos, com base em argumentos de grandes juristas brasileiros, que não existe fundamentação jurídica para este processo de impeachment que tramita na Câmara dos Deputados. O argumento da pedalada fiscal não pode ser considerado como crime porque este tipo de movimento financeiro sempre foi feito e nunca causou impedimento de nenhum ex-presidente e ou de gestores estaduais e municipais. Quando a presidente Dilma foi notificada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), ela não reincidiu mais. Portanto, não há crime. O julgamento é em um processo viciado da política?, disse o secretário do PT, Marcelo Nascimento, ao fazer coro com os que afirmam que ?o impedimento da presidente, se passar, é um retrocesso na democracia e um golpe político contra a presidente?.

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