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Dilma se prepara para reverter processo no Senado

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São Paulo, SP ? A presidente Dilma Rousseff já se prepara para 180 dias de resistência caso a abertura do impeachment seja confirmada pelo Senado. No governo, espera-se que, com o comando do processo saindo das mãos de Eduardo Cunha, presidente da Câmara, para as de Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo Tribunal Federal, o rito seja menos hostil ao Planalto. No entanto, diante da difícil missão do governo de impedir que o processo de impeachment seja aprovado hoje na Câmara, senadores da base aliada já avaliam ser praticamente impossível que o Senado reverta uma eventual derrota. Para os governistas, o placar de votação da Câmara será decisivo para garantir uma sobrevida à presidente. Eles calculam que será necessário atingir ao menos cerca de 150 votos favoráveis, dos 172 necessários, para que haja uma margem de manobra para o governo negociar apoios no Senado. SENADO A presidente Dilma não é obrigada a desocupar o Palácio da Alvorada caso seja afastada pela eventual abertura do processo de impeachment no Senado. A petista, no entanto, deve deixar o gabinete presidencial no 3º andar do prédio, segundo apuração do repórter do UOL, Luiz Felipe Barbiéri. Se o Senado aprovar a abertura do processo de impeachment, a presidente é automaticamente afastada por até 180 dias. A medida não configura perda de mandato, apenas distanciamento de exercício do poder enquanto o Senado julga o processo. Ao final desse período de 6 meses (ou antes), a depender do resultado da análise dos senadores, a presidente volta ao cargo ou será definitivamente cassada. Enquanto não for julgada, Dilma poderá continuar a usar as residências funcionais, como a Granja do Torto e o Palácio da Alvorada.

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