Política
Para Rui, Pa�s precisa de novo f�lego
O prefeito de Maceió, Rui Palmeira, também não sabe como vai conseguir dinheiro para manter os pagamentos públicos em dia a partir do segundo semestre. ?Se a receita continuar caindo do jeito que vai, não sei como os estados e as prefeituras vão fazer para manter os pagamentos em dia?. Neste momento, as medidas de contenção de gastos, segundo Rui Palmeira, surtem efeito e os pagamentos dos salários permanecem em dia. Ao ser questionado se até junho daria para prever que os pagamentos permanecerão em dia, Palmeira foi taxativo. ?Não dá para prever nada. As prefeituras, inclusive Maceió, não têm folga financeira. A gente depende do que entra na arrecadação do ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), ISS (Imposto Sobre Serviço) e IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano). Hoje a gente tem a previsão, mas não há certeza do dinheiro que efetivamente vai entrar nos cofres?, diz Rui. A folha da prefeitura sem reajuste do funcionalismo está em R$ 75 milhões/mês e a arrecadação caiu. O IPTU, por exemplo, que é o principal tributo para compor os pagamentos, o prefeito esperava aumentar em 10% este ano e, no entanto, arrecadou o mesmo valor do ano passado, R$ 50 milhões. ?O FPM vem caindo, o ICMS cresceu abaixo da inflação. As nossas principais receitas não cresceram e isto nos preocupa muito?. A saída, na avaliação de Rui Palmeira, depende da definição política do Senado para o futuro da administração federal. A maioria dos prefeitos tem pressa para saber quem vai governar o Brasil depois da decisão da Câmara Federal. Os investidores também.