Política
ALE adia discuss�o sobre projeto
A Assembleia Legislativa Estadual (ALE) não colocou em pauta ontem a votação do veto ao polêmico projeto de lei Escola Livre, de autoria do deputado Ricardo Nezinho (PMDB) e que trata da neutralidade com que os profissionais de educação devem tratar temas políticos, ideológicos e religiosos. O Sindicato dos Trabalhadores da Educação (Sinteal) esteve na ALE para pressionar pela manutenção do veto, mas a votação foi adiada para a próxima terça-feira (26). A informação de que o projeto Escola Livre não estava na pauta do dia foi confirmada ainda no final da manhã, mas logo no início da sessão o deputado Bruno Toledo (PROS) apresentou um requerimento para que houvesse a inclusão da apreciação do veto. O vice-presidente da Casa, Ronaldo Medeiros (PMDB), atendeu, no entanto, à solicitação do deputado Isnaldo Bulhões (PMDB) para que a matéria fosse apreciada na sessão do dia 26. A presidente do Sinteal, Consuelo Correira, afirmou que a categoria continuará mobilizada para cobrar do Legislativo a manutenção do veto. ?Estaremos em constante mobilização. Este projeto danoso à educação e à liberdade de pensamento precisa ser reprovado. Por isso, na próxima terça, estaremos novamente aqui na Assembleia Legislativa para dizer um ?não? a esta absurda ?lei da mordaça??, disse Consuelo. Seguindo a Ordem do Dia, deputados mantiveram os vetos do governo em quatro projetos oriundos do próprio Legislativo. Os textos tratavam da criação do Projeto Amigo Trabalhador, da cultura de ambiente saudável e qualidade de vida nas escolas da rede pública e da proibição da prática comercial de renovação automática da prestação de serviço por assinatura. Apenas o projeto que dispunha sobre a política de tratamento de doenças raras, da deputada Jó Pereira (PMDB), mais debatido pelo plenário, mas mesmo com o argumento favorável de muitos parlamentares, o veto foi mantido.