Política
Prefeitura come�a a recadastrar 16 mil servidores
A Prefeitura de Maceió começou ontem o recadastramento de todos os servidores efetivos, aposentados e pensionistas da administração direta, autarquias, fundação, empresas públicas ou mantidas pela prefeitura. Há mais de cinco anos não ocorre o censo dos servidores. O objetivo é reduzir gastos com a folha, hoje em R$ 75 milhões, e identificar pessoas que estejam recebendo irregularmente salários de servidores, aposentados ou de pensionistas que já morreram. O Censo é mais um ato administrativo da prefeitura que fecha o cerco àqueles servidores que ganham sem trabalhar. Antes disso, a Secretaria Municipal de Administração, Recursos Humanos e Patrimônio (Semarhp) e a Procuradoria-Geral do Município (PGM) abriram 800 processos administrativos para afastar funcionários públicos que acumulavam cargos ilicitamente ou recebiam sem trabalhar. Em quinze dias, 50 funcionários foram demitidos porque recebiam sem trabalhar ou acumulavam cargos indevidamente. O decreto 8.221, que trata do recadastramento dos servidores públicos, foi publicado no Diário Oficial do Município, edição de ontem, e traz detalhes de como será o recadastramento, os locais, o agendamento e observa que o recadastramento exigirá a presença do servidor. Àquele que não puder comparecer ao local do censo, a prefeitura fará visita domiciliar ou hospitalar. O prefeito Rui Palmeira, ao participar da vistoria nas conclusões das obras de reforma do Centro Municipal de Educação Infantil José Maurício de Melo (Caic do bairro do Benedito Bentes), confirmou que o censo dos servidores é mais uma etapa do processo de enxugamento de despesas com a folha. ?Não é justo pagar a servidores que não trabalham, relapsos, que acumulam cargos no município e no Estado e não comparecem?. A prefeitura paga atualmente salários de 16 mil servidores públicos. Não há previsão e nem estimativa de quantos funcionários recebem sem trabalhar.