Política
Crise barra uso de verba p�blica com festa junina
As festas de São João este ano serão com criatividade, com valorização dos artistas locais e dos cachês mais baratos. As cidades, as comunidades e os grupos que organizam a festa mais popular do Nordeste terão dificuldades para conseguir dinheiro público dos estados e municípios. Os gestores públicos fecharam as torneiras e também buscam patrocinadores da iniciativa privada. Até os prefeitos candidatos à reeleição e que precisam de apoio popular admitem que, sem dinheiro do governo federal ou da iniciativa privada, não fazem festa. Os recursos disponíveis nas prefeituras e nos governos estaduais hoje são para pagar a folha dos servidores, investimentos na Educação, Saúde e obras de infraestrutura. No caso de Alagoas, mais de 90% das prefeituras estão em dificuldades financeiras, devem salários a servidores comissionados, a fornecedores e prestadores de serviços. Como este é um ano de eleições municipais e 60% dos prefeitos estão em condição de disputar a reeleição, o presidente da Associação dos Municípios de Alagoas (AMA) e prefeito da cidade de Jequiá da Praia, Marcelo Beltrão (PRB), o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), conselheiro Otávio Lessa, e os integrantes do Fórum de Combate à Corrupção, os fiscais do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público de Contas estão de olho nos gastos públicos do governo do Estado, prefeituras e Câmaras de Vereadores. As autoridades recomendam prudência com as despesas públicas.