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Veto � Escola Livre � derrubado na Assembleia

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Em uma sessão tumultuada e confusa, ontem, os deputados estaduais derrubaram o veto e aprovaram o projeto de lei Escola Livre, que regula a neutralidade com que os profissionais de educação devem tratar temas políticos, ideológicos e religiosos em sala de aula. O governador Renan Filho (PMDB) tem até amanhã para sancionar a lei, e caso não faça, a própria Assembleia Legislativa tem poderes para colocar o texto em vigor. Foram pelo menos três horas de debate dentro do plenário, e muito protesto de manifestantes contra e a favor ao projeto de lei, fora da Assembleia Legislativa. Com os ânimos acirrados alguns manifestantes chegaram a derrubar uma das grades de ferro que circunda a Casa, mas um grupo de militares, inclusive do Batalhão de Operações Especiais (BOPE), evitou que houvesse invasão ao prédio. Apenas um grupo reduzido de professores e estudantes foi autorizado a entrar para acompanhar a votação na galeria. O deputado Bruno Toledo (PROS) foi o primeiro a falar em defesa da derrubada do veto, transmitindo no meio da sessão um áudio de uma estudante do Instituto Federal de Alagoas, a qual afirmava que havia sofrido perseguição de um professor por ler em sala de aula um livro que não agradava ao docente. O deputado Antônio Albuquerque (PTB) argumentou a defesa da família para derrubada do veto, afirmando que o parlamento teria que dar sua contribuição para garantia do ensino não doutrinário nas escolas. As posições contrárias vieram nos discursos do deputado Tarcizo Freire (PP) e da deputada Jó Pereira (PMDB). ?Não podemos tornar a escola um espaço limitado e sim discutir projetos que tenham alcance social e traga avanços para nossa educação?, disse a parlamentar. O autor da matéria, deputado Ricardo Nezinho (PMDB), usou seu tempo em plenário para reclamar que em sete meses de tramitação não havia recebido nenhum representante de grupos contra o projeto. Nezinho cobrou também que os deputados que votaram, unanimemente, pela aprovação do texto, mantivessem suas decisões e fez uma crítica direta ao líder do governo, Ronaldo Medeiros (PMDB), que havia declarado que apoiava a manutenção do veto. ?Ao tramitar nesta Casa o projeto deixou de ser de minha exclusiva autoria e todos os senhores contribuíram para ele. Por isso peço que mantenham suas posições como votado anteriormente?, reclamou. O deputado Ronaldo Medeiros rebateu Ricardo Nezinho dizendo que reconhecia que cometeu um erro em aprovar o texto proposto por ele, mas que seria ?cruel? continuar no equívoco. ?Não tenho problema em reconhecer o meu erro e por ele peço desculpas aos professores?, afirmou Medeiros.

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