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Servidores podem entrar em greve geral em maio

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O governo do Estado pode enfrentar a primeira greve geral de servidores públicos desde que o governador Renan Filho (PMDB) assumiu o comando de Alagoas, em janeiro de 2015. Praticamente no mês da data-base das categorias, maio, os servidores afirmam que não têm nem sinal de proposta de reajuste e já se mobilizam para uma possível paralisação. Ontem pela manhã, as categorias se reuniram na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), quando definiram as atividades do 1º de Maio, Dia do Trabalhador, que marcará também o lançamento da campanha salarial unificada dos servidores públicos. As atividades do primeiro de maio se concentrarão na orla de Maceió, saindo do Posto 7, na Jatiúca, a partir das 9 horas, de onde saem até o Alagoinhas, na Ponta Verde. O ato público deverá reunir em torno de 5 mil trabalhadores, segundo prevê a CUT, inclusive do interior do Estado e do campo. Sem acordo com o governo, na semana passada, os policiais civis entraram em greve de advertência, vêm realizando protestos, inclusive com o fechamento do Porto de Maceió. O diretor da CUT, Izac Jacson, afirma que a campanha salarial será unificada e diz que o ?governo não quer sentar com o comando, com o movimento unificado. Ele sai chamando por sindicato, fazendo uma colcha de retalho. É aquela metodologia de desagregar. Isso não é bom. Surte efeito no momento e depois um efeito negativo, o que está acontecendo agora com o Sindpol?, ele diz, referindo-se à Mesa de Negociação criada pelo governo. ?Será discutido o percentual da Educação, piso nacional, de 11,36%, e o nosso, geral, é a reposição do IPCA [Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo], de 12,16%, que corresponde à soma do imposto acumulado da data-base de 2015 com a deste ano. Agora, tem as questões específicas. O Sindpol quer 60% do que ganha o delegado, uma pauta histórica, e o governador disse que era a mesma coisa que pagar a um pedreiro salário de engenheiro?, afirmou Izac Jacson. O dirigente da CUT não descarta a disposição para uma greve geral, caso as negociações com o governo não se consolidem. ?Há disposição, as coisas estão começando a acontecer. Nós estamos em um momento político difícil no Brasil, mas nada que modifique a realidade de cada estado. Cada estado tem sua pauta, sua agenda, cada CUT tem a sua base e em Alagoas não será diferente dos outros anos. Se o governo quiser fazer o enfrentamento, nós iremos fazer o enfrentamento?, diz Izac Jacson.

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