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Policiais civis devem decidir hoje se desocupam Porto

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Os policiais civis continuam em greve mesmo após inúmeras tentativas de entendimento e uma enxurrada de decisões judiciais desfavoráveis ao movimento. Ontem à noite, o presidente do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, desembargador Washington Luiz Damasceno Freitas, convocou os líderes do sindicato que representa a categoria e representantes do governo do Estado para buscar um acordo. A audiência durou horas e havia a expectativa da presença do governador Renan Filho (PMDB), mas, de última hora, o chefe do Executivo cancelou a agenda. Após a reunião no TJ, os policiais decidiram se reunir hoje pela manhã para definir se desocupam ou não o acesso ao Porto de Maceió. Mais tarde, às 17h, uma nova rodada de negociação deve ser retomada no TJ. Como o secretário de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio, Christian Reis Teixeira, estava em viagem oficial, o governador ordenou que a negociação fosse liderada pelo secretário de Segurança Pública, coronel Paulo Domingos Lima Júnior, e acompanhada pelo procurador do Estado, Augusto Gusmão. O Sindicato dos Policiais Civis (Sindpol) havia encaminhado um ofício ao TJ, antes de a paralisação ser deflagrada, pedindo uma intervenção da Corte, junto ao governo, para atender o pleito ? ou parte ? da categoria. São 23 pontos defendidos pelos policiais civis ? o principal deles é piso salarial equivalente a 60% da remuneração dos delegados. O presidente do TJ revelou, antes de iniciar a reunião a portas fechadas com os sindicalistas e governistas, que a paralisação dos agentes ganhou uma proporção muito grande e que, por meio da imprensa, tomou conhecimento de parte das ações da categoria. Uma delas foi o bloqueio da entrada do Porto de Maceió. A administração do órgão revelou prejuízo de US$ 100 mil diariamente pela paralisação dos trabalhos. Outro transtorno é a possibilidade de falta de combustível em alguns postos de bandeira BR.

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