Política
Acesso ao Porto � liberado por policiais em greve
Os policiais civis em greve decidiram, na noite de ontem, liberar o acesso ao Porto de Maceió, após uma série de negociações com o governo do Estado e o Tribunal de Justiça. O fechamento do Porto pelos policiais civis em greve provocou desabastecimento em boa parte dos postos de combustível de Maceió e do interior do Estado. O Porto de Maceió estava com as atividades paralisadas desde o final da manhã de terça-feira, quando os policiais civis em greve decidiram montar acampamento no local e bloquear a entrada e saída de veículos. Fileiras de caminhões transportadores de combustíveis, açúcar, fertilizantes, cimento e outros produtos que movimentam o Porto e a economia do Estado se alongaram nas ruas e avenidas no entorno da região portuária, à espera para embarcar e desembarcar mercadorias. Um prejuízo diário de aproximadamente US$ 100 mil, segundo cálculos da administração do Porto de Maceió. Na quinta-feira, uma decisão judicial determinou a desocupação da área, mas durante todo o dia de ontem os policiais civis mantiveram o acampamento em frente ao Porto. No entanto, após negociações mediadas inclusive pelo presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, desembargador Washington Luiz, eles decidiram liberar o acesso dos veículos de carga e descarga de combustíveis, mas manter a greve e o acampamento no local. Ontem à tarde, uma reunião no TJ entre governo e policiais não chegou a um acordo. Hoje, os grevistas fazem nova assembleia para decidir se liberam o acesso ao Porto, e na próxima terça-feira se reúnem novamente com o governo do Estado. Com isso, a perspectiva é de que o reabastecimento dos postos de combustível se normalize ainda hoje. Alguns pagaram caro para não ficar sem rodar. Acostumada a abastecer no posto perto do trabalho, no Centro de Maceió, a servidora do Tribunal de Justiça de Alagoas Lailah Barros levou um susto ao ser informada pelo frentista que a gasolina acabara. Com o carro na reserva, ela saiu em busca de alternativa e parou no primeiro posto que encontrou. Levou mais um susto: na tabela, R$ 3,95 o litro da gasolina. Uma diferença de R$ 0,30 acima do valor que costuma abastecer. Reclamou, mas não quis arriscar. Na dúvida se o desabastecimento iria se agravar, ela mandou encher o tanque. Quase R$ 200. ?Geralmente fica em torno de R$ 160 ou R$ 170?, diz ela.