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‘Agenda social’ penaliza AL

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Ao focar na parcela dos beneficiários 5% mais pobres da população, a agenda social proposta pelo PMDB, intitulada Travessia Social, deixa de considerar como prioridade 36 milhões de pessoas beneficiárias do Bolsa Família. Entre elas, 17 milhões estão no Nordeste e quase 16 milhões têm até 15 anos de idade. Só em Alagoas são mais de 500 mil pessoas que ficam de fora. O impacto da proposta foi calculado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com base em informações disponíveis no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. Os 95% restantes da população possuem renda declarada a partir de R$ 14 mensais. São 23 milhões de pessoas extremamente pobres que só superam a condição de miséria por conta do complemento de renda. O documento divulgado pelo PMDB descreve os 5% mais pobres como integrantes de ?grupos humanos esparsos, vivendo em pequenas comunidades isoladas?. Na verdade, 45% das pessoas desse grupo vivem na região Nordeste. A segunda maior parcela desse universo ? 20,5% ? vive no Sudeste. Entre as pessoas excluídas do foco prioritário na agenda do PMDB, a maior parcela também mora no Nordeste, representando 47% do total. Na sequência, vêm 9,5 milhões de pessoas do Sudeste. De acordo com o documento Travessia Social, essas pessoas são caracterizadas como ?incluídas? no sistema produtivo, embora a renda declarada esteja abaixo dos R$ 77 mensais por pessoa da família, valor que corresponde à linha da extrema pobreza no País. O Bolsa Família beneficia atualmente 46,7 milhões de pessoas de 13,8 milhões de famílias e paga, em média, R$ 165 por família. Do total de famílias beneficiárias, 10,2 milhões têm renda declarada inferior a R$ 77 mensais por pessoa.

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