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Albuquerque tentou tirar “fantasmas” da ALE

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ARNALDO FERREIRA Os funcionários da Assembléia Legislativa (ALE) que, há anos, ganham dos cofres públicos sem trabalhar, têm sido o nó das administrações da mesa diretora daquele Poder. O ex-presidente da ALE, deputado Antônio Albuquerque, (PTB) bem que tentou tirá-los da folha. Mas não conseguiu. Num pronunciamento feito ontem no plenário da Assembléia, ele disse que tentou cortar os vencimentos de algumas dessas pessoas, porém, reconheceu que não obteve sucesso. Albuquerque desabafou, afirmando ter esbarrado em interesses particulares e em decisões da própria Justiça alagoana. ?As pessoas que gozam desses benefícios terminaram voltando para a folha de pagamento por força de decisões judiciais?. Ele salientou ter marcado sua administração com o cumprimento da legislação, do regimento interno do Poder e as decisões da Justiça alagoana. O deputado ocupou a tribuna da Assembléia para prestar contas de sua gestão administrativa e fazer desabafos contra adversários políticos. Sobre sua administração, garantiu não ter deixado dívidas com os servidores. ?Paguei 25 folhas em dia e dois décimos terceiros salários?. O parlamentar acrescentou que nunca deixou de honrar seus compromissos. Destacou, ainda, que os débitos com Casal, Ceal e INSS foram contraídos em administrações anteriores a sua. ?Não tenho conhecimento de débitos novos na minha administração?. Por isso, solicitou um relatório da nova mesa diretora com os montantes dos débitos e a assinatura de quem os fez. Garantiu que dividiu a responsabilidade de administrar o Poder Legislativo com os deputados Isnaldo Bulhões (PL) e o próprio Celso Luiz. No desabafo, mandou um recado duro aos seus adversários políticos: ?Alguns invejosos confundem alternância de Poder com a ascensão de alguns e a queda de outros. Mas a alternância é algo normal na democracia em que vivemos?. Aproveitou para afirmar que é amigo do deputado Celso Luiz (PL) desde 1994. Politicamente, disse que vai continuar na ?cadeira da independência?.

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