Política
Previd�ncia deve fechar com deficit de R$ 850 mi
O sistema de previdência complementar é uma realidade cada vez mais próxima para os servidores públicos de Alagoas que ingressarão em carreiras do Estado. O passo à frente foi dado esta última semana com o envio do projeto de lei pelo governo do Estado para a Assembleia Legislativa. O objetivo do governo é dar solução a um dos principais problemas da administração pública, que é a correção do deficit com a previdência social. A União e sete estados da federação já implantaram o sistema de previdência complementar para tentar equacionar essa conta deficitária, reflexo de uma pirâmide etária: a população economicamente ativa vem diminuindo, fazendo com que o montante de contribuição destinado ao sistema de seguridade social torne-se decrescente. O desequilíbrio se agrava no topo desta pirâmide, onde está uma população com uma expectativa de vida elevada, puxando com ela o aumento dos gastos dos governos com o previdenciário. Em Alagoas a situação previdenciária já está no nível de estrangulamento. Em 2016 a previsão é fechar com um deficit previdenciário estimado em R$ 850 milhões. As contribuições recolhidas não são suficientes para cobrir a folha de pagamento de quase 30 mil aposentados e pensionistas, sendo deste total 22 mil aposentados e 8 mil pensionistas. A previdência complementar proposta pelo governo do Estado é destinada para os servidores que ganharão acima do teto do INSS, hoje no valor de R$ 5.189,82, e que não terão direito a aposentadoria integral. De acordo com o texto do projeto de lei, a partir da data de publicação da lei, os servidores que ingressarem na carreira pública estadual, poderão optar por ingressar no plano de previdência complementar.