Política
Fechamento do Porto � pr�via das manifesta��es
Apesar de ser uma autarquia federal de segurança nacional, o Porto de Maceió não consegue evitar as constantes ocupações do principal acesso promovidas por grevistas e Movimentos de Sem Terra e Sem Teto. Na semana passada, policiais civis em greve impediram que caminhões de cargas e descargas, trabalhadores e prestadores de serviços entrassem no local. Os prejuízos, computados pela administração portuária, passaram de US$ 100 mil/dia (mais de R$ 300 mil/dia). Metade da receita portuária gerada pela exportação de açúcar, 30% da receita, algo em torno de R$ 27 milhões/ano, é gerada pelos combustíveis importados pela Petrobras Distribuidora. Por cada navio parado, o armador (dono da carga) perde US$ 20 mil/dia (mais de R$ 60 mil/dia) se contabilizar as carretas, os trabalhadores imobilizados, os operários da Ferrostal que constroem módulos para exploração de petróleo em águas profundas e a operacionalidade portuária. Tudo isto somado passa dos US$ 100 mil, revelou o administrador substituto Roberto Leoni da Costa. Os prejuízos paralelos na economia de Alagoas passam dos US$ 100 mil. No segundo dia de ocupação do Porto pelos grevistas da Polícia Civil, dezenas de postos de combustíveis da capital e região metropolitana ficaram sem ter o que vender, mais de 80 caminhoneiros registraram R$ 3 mil/dia em prejuízos por causa da longa espera para carregar e descarregar açúcar, fertilizantes, trigo e combustíveis.