Política
Sem-terras e sem-tetos engrossam atos
No calendário deste mês há manifestações de todos os tipos. Neste domingo, a CUT espera levar 5 mil pessoas para a orla marítima de Maceió, para marcar a abertura da campanha salarial dos servidores públicos estaduais e municipais. As manifestações mais significativas são contra o ?golpe?, quando os principais protagonistas serão os Movimentos de Trabalhadores Sem Terra e Sem Teto que atuam em Alagoas, e por melhorias salariais de trabalhadores das iniciativas públicas e privadas. O processo de impeachment da presidente Dilma unificou os Movimentos Sindicais e dos Trabalhadores Rurais Sem Terra e Sem Teto que, mesmo com ligação à CUT, enfrentavam divergências internas e faziam manifestações em separados. A partir de agora estão todos juntos e devem participar de manifestações conjuntas contra o impeachment, em defesa das conquistas sociais e na cobrança de reforma agrária e assentamento com dignidade para 10 mil famílias que vivem acampadas ao longo das rodovias de Alagoas. Os Movimentos de Trabalhadores Rurais do MST, MLST, MTL, Terra Viva e Via do Trabalho do Campo e Urbanos estão unidos nas reivindicações por reforma agrária e para defender os avanços das conquistas sociais, avisou um dos membros da direção nacional e coordenador estadual da Via do Trabalho, Marcos Antônio da Silva, mais conhecido como ?Marrom?. ?Estamos preocupados com os retrocessos que podem ocorrer no Brasil a partir do governo de Michel Temer. Queremos a manutenção de compromissos com a reforma agrária. A bancada do golpe no Congresso Nacional defende a extinção do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e a redução de recursos para os assentamentos. Se isto acontecer os movimentos vão reagir?, avisou.