Política
Sem acordo, policiais civis mant�m greve
Na estaca zero, é como se encontram os policiais civis de Alagoas, que ontem entraram em uma reunião com integrantes do governo do Estado na esperança de selarem um acordo salarial e saíram praticamente sem nada. A única certeza é de que, pela forma como deixaram a reunião, a greve deve ser mantida. Hoje, às 14h, no Clube dos Engenheiros, no bairro do Farol, a categoria, liderada pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), volta a realizar assembleia para deliberar o que fazer diante do impasse. Logo após a reunião de ontem, com o secretário de Planejamento e Gestão, Christian Teixeira, e participação do secretário de Segurança Pública, Paulo Lima Junior, do delegado geral da Polícia Civil, Paulo Cerqueira, e do representante da Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Augusto Galvão, o presidente do Sindpol, Josemar Melo, afirmou que o sentimento da categoria é de ?decepção e revolta?. Isso porque, segundo ele, o governo recuou no compromisso que havia assumido em mesa de negociação de conciliação intermediada pelo presidente do Tribunal de Justiça, desembargador Washington Luiz, no último dia 28 de abril. O acordo garantia um piso salarial de R$ 3.600 à categoria, dividido até novembro e, em dezembro, seria pago aos policiais o valor correspondente ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA, de cerca de 11%. Ontem, segundo o Sindpol, o secretário Christian Teixeira disse que o governador Renan Filho (PMDB) assegurará o piso salarial, mas somente após fechar com as demais categorias a negociação sobre o índice da revisão geral dos servidores públicos estaduais. O governo também recuou da implantação do piso em quatro parcelas ? maio, julho, setembro e novembro ? e do IPCA em dezembro. Foram mantidos o orçamento mensal de R$ 300 mil, destinado ao pagamento retroativo das progressões e a implantação das progressões até dezembro. A comissão de policiais, que esperava apenas que a proposta fosse oficializada, saiu decepcionada.