Política
Sefaz prepara estudo para conceder reajuste
O governador Renan Filho (PMDB) afirmou, ontem, que a Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) vem realizando um estudo minucioso sobre a situação financeira do Estado, que indicará se haverá condições ou se está definitivamente descartada a possibilidade de concessão de reajuste aos servidores públicos, que estão no mês da data-base. O Estado já enfrenta a greve dos policiais civis e pode se ver às voltas com uma paralisação geral do funcionalismo em áreas vitais, além da segurança, como educação, cujas negociações entre sindicato e governo não avançaram. Na terça-feira, às 9h, no Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), os servidores da área realizam assembleia geral para decidir os rumos que a categoria deve tomar. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) já havia alertado para uma paralisação geral caso o governo não negocie a reposição das perdas salariais dos servidores, pelo menos o IPCA e, no caso da educação, o piso nacional da categoria. Ontem, o governador Renan Filho voltou a falar da preocupação com a situação financeira do Estado num momento de crise econômica no País. Ele informou que a Sefaz realiza um estudo, que deve ser entregue nos próximos dias, no entanto, reafirmou que a situação é de cautela. ?O governo não está tratando de percentual [de reajuste]. A gente está sofrendo um período de muita instabilidade política no País. Por exemplo, se houver mudança no governo na semana que vem, alguém sabe o que vai acontecer com os ventos da economia, com a arrecadação? Se alguém souber me conte, porque eu não sei. Então eu não posso tomar decisão antes de saber isso?, disse, ao ser questionado sobre aumento de salário de servidores. Quanto à greve dos policiais civis desde o dia 18 de abril, o chefe do Executivo destacou que ?duas coisas são fundamentais: primeiro o servidor tem direito a greve. Segundo, o governo do Estado está completamente aberto ao diálogo. Agora, é importante que digamos que 11 estados no Brasil hoje estão com folha de pagamento atrasada. Além disso, 17 outros estados no Brasil colocaram que esse ano não têm como dar aumento sob pena de inadimplir com o pagamento dos funcionários. Não pagar aos funcionários?, disse.